Textos

Artigos

Cada Dia

Clubes Brasileiros

Coisas da Vida

Dicas

Dicionário Regional

E Agora Doutor?

Editorial

Falando do Interior

Frases

Invenções

Origens de Locais

Para Pensar

Parábolas & Fábulas 

Túnel do Tempo

Últimos Momentos

Biblioteca

Artigos

Livros

Revistas

Áreas Úteis 

Downloads

Links

 Informações

Contato

O Autor

Receber o Boletim do Conhecimento

 

 

E Agora, Doutor? 

Nessa seção estão disponíveis artigos de Walter Nogueira, médico cardiologista, nefrologista, editor da Arteríola, revista cientifica internacional e um dos fundadores da Sociedade Paulista de Médicos Escritores (SOBRAMES).

       

 

Fobia Social (ansiedade social) : suas implicações

                                                                

 

A fobia social, também conhecida pelo nome de ansiedade social ou sociofobia, entre outros,  é um transtorno psíquico muito comum. Atinge  cêrca de 2,4 a 13% da população, em ambos os sexos.  Não deve ser confundido com a simples timidez. Vai mais além.

 

Caracteriza-se pela intensa ansiedade que incapacita o paciente na interação, de forma natural e confortável, em quase todas as atividades  sociais.  Tira-lhe a qualidade de vida e, não raro, gera-lhe o distúrbio do pânico bem como outras fobias.  Torna-o, às vezes, um  dependente, em potencial, de bebida alcoólica, de  tranquilizantes ou de substâncias ilícitas ("drogas")  e leva-o à depressão.

 

A fobia social ocorre em pessoas que, no exercício de alguma tarefa,  ao serem observadas por outras, sentem-se de forma desconfortável como que avaliadas negativamente, o que lhes origina ansiedade intensa, nervosismo,  - o que não acontece com as pessoas de maneira geral. Em sua essência,  o fóbico social tem preocupação excessiva com a própria imagem como se fosse foco de todos os olhares. Na realidade, é a expressão do medo sem correlação com a causa desencadeante. Medo injustificável, desconfortante  mas  real, fundamentado em substrato bioquímico.

 

O fóbico reconhece o próprio valor, mas, ao comunicar-se,  o faz com  incompetência e  insegurança. Tal ocorrência prejudica-lhe a imagem e contribui para que perca muitas oportunidades na vida. Em muitos, o grau de ansiedade é tão intenso que simula uma crise de pânico. Alguns  não conseguem  concluir as tarefas iniciadas. Faltam-lhes as  palavras. Sentem-se travados. Dá-lhes "um branco". Ou, quando as terminam, sentem-se extremamente fatigados. Outros, com antecipação, o que é paradoxal, experimentam-na bem antes do enfrentamento da situação: 'ficam apavorados' ("ansiedade antecipatória").  Muitos têm baixo nível de serotonina ("mediador do estresse") bem como de dopamina (neurotransmissor associado à autoestima). Não raro evitam o contacto social. São sofredores crônicos. 

 

A fobia social, ao contrário de outras, como a do pânico, é de início  muito discreta e, em geral, muito precoce. Costuma manifestar-se entre os 10 e 18 anos,  em plena fase de socialização do indivíduo, quando a personalidade se encontra em  fase de consolidação, na definição de seu papel na sociedade.  Muitos consideram os seus sintomas iniciais, ainda leves,  como algo que faz parte de sua natureza, de seu jeito de ser, a esquecer que  o natural é viver as ocorrências sociais sem nenhum constrangimento, sem nenhum temor.  

 

As crianças, quando alvo da fobia social, devem ser consideradas com muita cautela.  Por não terem autocrítica,  aceitam passivamente a imagem negativa que é criada em torno de si e com ela alcançarão a idade adulta, quando geralmente  se  tornam pessoas manipuláveis,  sem iniciativas.

 

As situações sociais que mais colaboram com os sintomas da fobia social variam de pessoa à pessoa. Entre tantas, destacamos o falar em público, mesmo em um grupo pequeno de pessoas; o falar com pessoas de autoridade; o submeter-se a entrevistas; o escrever ou assinar documentos; o fazer amizades ou o  iniciar de uma conversa; o ir ao banheiro (usar mictório público), ao hospital...(falar com profissionais de saúde). Tudo lhes causa pânico:  'o olhar  pessoas nos olhos, ler em público'.  Têm  medo de falar, tocar instrumento musical, cantar ...

 

Os sintomas da fobia social são numerosos. Destacam-se os tremores nas mãos, nos pés, a mudança na voz, transpiração excessiva, palidez ou rubor facial, palpitação, mal-estar geral.

 

O comportamento fóbico deve ser corrigido tão logo reconhecido,  uma vez que causa grande prejuízo  (profissionais, familiares, matrimoniais etc.). Os familiares e os amigos, uma vez que o tenham observado,   seja no  adolescente ou adulto,  não devem negligencia-lo - o que é comum - a achar  que é "frescura". Quando em crianças,  a responsabilidade é muito maior: os professores têm um papel decisivo, juntamente com o pais, para evitarem que estas passem por bobonas,   em relação aos coleguinhas,  pelo comportamento tímido, recuado, fora do grupo.  

 

A fobia social responde de maneira satisfatória ao tratamento medicamentoso (tranquilizantes,  antidepressivos).  Mas o maior destaque, nesse procedimento,  se encontra nas mãos da psicoterapia  (há várias técnicas), associada ao desenvolvimento de habilidades sociais (as leituras e trabalhos em grupo, as atividades teatrais, a composição de jograis, corais,  cursos de oratória etc.), os quais devem ser empregados nas instituições públicas, nas escolas, onde o ser humano  seja  valorizado e alcance a  verdadeira autoestima. Quando mais cedo o iniciar,  melhores serão os resultados. O importante, como a chave para o sucesso do tratamento,  é familiarizar o paciente com o ambiente e com as pessoas : socializá-lo de forma saudável, o que lhe evita a depressão secundária bem como o consumo de álcool e poupa-lhe o sofrimento.

 

Um alerta: A fobia social  não deve ser negligenciada  pela sociedade pelos numerosos danos que causa no desempenho social do ser humano. 

 

Outros Artigos

 

Boca seca - implicações clinicas

A Clínica é Soberana

Sabe o que é tautologia?

 

O envelhecimento: como enfrentá-lo?

 

 Catarata - tratamento cirúrgico

 

Doenças cardiovasculares no Brasil

 

Barbosinha e Martinha

 

Diabetes x olho

 

A Chave que Abre a Prisão

A doença - a sua realidade

O método infalível

Angina do peito - importância clínica

Eu e o fila

Hipertensão sistólica isolada: doença do idoso

Síndrome do coração partido: como conviver?

Medicina – Atividade Filosófica

Doenças cardiovasculares no Brasil - Prevenção

Eu e o fila

"Automedicação: hipocondríacos cibernéticos"

"Os riscos da Hipertensão Arterial"

 "Estresse - o mal da civilização"

"Hemodiálise -a verdadeira realidade"

"Colesterol - vilão ou não?" - Qual a realidade?

A Importância do Cafezinho

Cuide de seu coração: seja-lhe um bom samaritano

"Hipertensão Arterial ("Pressão Alta") - Fundoscopia" Um alerta!

Aferição da pressão sanguínea arterial - um ritual

 

Ser Feliz é Uma Decisão

 

Diabetes x olho

 

História do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia

 

Dor de cabeça (cefaléia) – Doença Neurológica

 

Catarata - tratamento cirúrgico

 

Obesidade – uma doença

 

“Pressão Arterial Baixa”- não é entidade clínica isolada

 

Um Mestre Indiano

 

O comportamento suicida

 

Meu Amigo - Um Santo

 

Pecado

 

Enfisema pulmonar - considerações gerais

 

Um Político

 

Sobre Castello Branco

 

Transtorno afetivo bipolar  

 

A vida é o Amor existencial  

 

A vida é difícil pra todo mundo  

 

“Arrumando Gavetas”  

 

Sabe o que é tautologia?

 

Exercício ilegal da Medicina  

 

História do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia  

 

Mais Rápido que o Imediatamente  

 

Conversas de consultório  

 

Os descendentes de Hipócrates  

 

Estranha analogia

 

Automedicação – suas implicações - Advertências ao Leigo

 

O tratamento medicamentoso da Hipertensão Arterial

 

Lei Natural

 

Folhas Secas

 

Je Sais

 

Dicas de Beleza de Audrey Hepburn  

 

Ação de Equilíbrio

 

O Princípio 90 / 10

 

A melhor idade

 

Quando os cearenses dominarem o mundo 

 

Uremia

 

Contra-senso”  

 

Hipertensão Arterial("Pressão Alta") do "Jaleco(avental)-Branco"- Mito ou realidade ?

Utopia

Esoterismo

O Filho do Carpinteiro

O Incompreendido

Caminhar

Educação, Podemos fazer a diferença...

Muitos...

Queria porque queria

Grandona

Novo Dia

Pensar...

Viver não Dói

Surpresa

Insuficiência cardíaca

Tempo que foge!

Regras da Vida

Por Que Ir À Igreja?

A Revolução da Alma

Gigantes da Fé

Para entender o amor

A Verdade está na Cara, mas Não se Impõe

Alma

Aula de Mestre

O método infalível

Médico Azarado

O Poder Interior

A Transformação

Parada cardíaca – “colapso cardíaco”- ("O homem tem a idade de suas artérias")

Os arquivos dos campeonatos Brasileiros

Viva a diferença  

Posso apagar a vela?

A farpa pela harpa

Medicina – Atividade Filosófica

Baitôla

Presente de Grego

Pintando o Sete

Barbosinha e Martinha

A Laranjada Milagrosa

Eu e o fila

Hipertensão Arterial - Doença Silenciosa e Perigosa

Depressão

Medicina - Ciência e Arte

Agradecimentos

 

 

 

 

 

Novidades

Os livros Gestão do Conhecimento – A Chave para o Sucesso Empresarial e Capital Intelectual - O Grande Desafio das Organizações podem ser adquiridos a partir dos seguintes sites:

Livraria Cultura

Submarino

Livraria Siciliano

FNAC

Tempo Real

Livraria Saraiva

Novatec Editora

Livros de Administração

Hall do Livro

Linha de Código

 



 

 

 

 

Copyright © 2004 Jrsantiago. Todos os direitos reservados. Web Designer - Rafael Henrique