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Uma vez um filhote de leopardo afastou-se de casa e se aventurou entre uma grande manada de elefantes. Seus pais o tinham advertido para manter distância daqueles gigantescos animais, mas ele não lhes deu ouvidos. De repente, houve um estouro da manada e um elefante, sem sequer vê-lo, pisou no filhote. Pouco depois uma hiena encontrou o corpo e correu a contar aos país.
- Trago notícias horríveis - ela disse. - Encontrei seu filhote morto na savana.
A mãe e o pai leopardos deram urros de raiva e desespero.
- Como aconteceu? - perguntou o pai - Diga quem fez isso com nosso filho! Não descansarei até me vingar!
- Foram os elefantes - disse a hiena.
- Os elefantes? - disse o pai leopardo, surpreso - Você disse que foram os elefantes?
- Sim - disse a hiena, - vi as pegadas deles.
O leopardo andou de um lado para o outro, rosnando e balançando a cabeça.
- Não, você se enganou - disse por fim. - Não foram os elefantes. Foram as cabras. As cabras assassinaram meu filho!
Imediatamente deu uma corrida morro abaixo, irrompeu entre um rebanho de cabras que pastavam no vale e, num ataque de fúria, matou todas em vingança.
O jornalista cearense João Brígido, que foi uma carne viva na imprensa e Fortaleza, tinha a pele muito fina e sofria na mão dos fígaros.
O ferino publicista não acertava também com os alfaiates. Suas roupas eram as mais mal ajambradas do nordeste.
As suas calças eram disformemente largas, pois ele exigia do alfaiate que lhe fizesse bolsos de palhaço, para caber de tudo que quisesse carregar.
João Brígido tinha orgulho de ser inimigo de todos os governos do Ceará, quer fossem bem ou mal constituídos.
- O Ceará é uma grande terra! - dizia com mordacidade - mas não dá três coisas: - barbeiro, alfaiate e governador.
(Extraído do livro "Almanhaque", do Barão de Itararé, publicado em 1955)
Postado em: CausosFilho e pai caminhavam por uma montanha. De repente, o menino cai, machuca-se e grita:
- Ai!
Para sua surpresa, escuta sua voz se repetindo em algum lugar da montanha:
- Ai!
Curioso, o menino pergunta:
- Quem é você?
Recebe como resposta:
- Quem é você?
Contrariado, grita:
- Seu covarde!
Escuta como resposta:
- Seu covarde!
O menino olha para o pai e pergunta, aflito:
- O que é isso?
O pai sorri e diz:
- Meu filho, preste atenção.
Então o pai grita em direção à montanha:
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você!
De novo, o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde:
- Você é um campeão!
O menino fica espantado, não entende, e o pai explica:
- As pessoas chamam isso de eco, mas na verdade, isso é a vida.
A vida lhe dá de volta tudo o que você diz, tudo o que você deseja de bem e mal aos outros. A vida lhe devolverá toda blasfêmia, inveja, incompreensão e falta de honestidade que você desejou e praguejou às pessoas que o cercam. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações.
Se você quer mais amor, compreensão, sucesso, harmonia e fidelidade, crie mais amor, compreensão e harmonia no seu coração. Se agir assim, a vida lhe dará felicidade, sucesso e o amor das pessoas que o cercam.
Era uma vez um velho muito velho, cego e surdo, com os joelhos tremendo. Quando se sentava à mesa para comer, mal conseguia segurar a colher. Derramava sopa na toalha e, quando afinal, acertava a boca, deixava sempre cair um bocado pelos cantos. O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo. Finalmente, acabaram fazendo o velho se sentar num canto atrás do fogão. Levavam comida para ele numa tigela de barro e - o que era pior - nem lhe davam bastante. O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de lágrimas. Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se quebrou. A mulher ralhou com ele, que não disse nada, só suspirou. Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era aí que ele tinha que comer. Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era um menino de quatro anos, estava brincando com uns pedaços de pau. - O que é que você está fazendo? - perguntou o pai. O menino respondeu: - Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer. O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro. Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa. Desde então passaram a comer todos juntos e, mesmo quando o velho derramava alguma coisa, ninguém dizia nada (Irmãos Grimm - tradução de Ana Maria Machado)
Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de $100. Numa sala, com 200 pessoas ele perguntou: - Quem quer esta nota de $100? Mãos começaram a se erguer. Ele disse: - Eu darei esta nota a um de vocês, mas primeiro, deixem-me fazer isto! Então ele amassou a nota. E perguntou, outra vez: - Quem ainda quer esta nota? As mãos continuaram erguidas. - Bom - ele disse - e se eu fizer isto? E ele deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e esfregá-la. Depois pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou: - E agora? Quem ainda quer esta nota? Todas as mãos continuaram erguidas. - Meus amigos, vocês todos devem aprender esta lição, disse o palestrante, não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta nota, porque ela não perde o valor. Ela ainda valerá $100. - Essa situação também se da conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos, por decisões que tomamos ou pelas circunstancias que vêm em nossos caminhos. E assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância. - Porém, creiam, não importa o que aconteceu ou o que acontecerá, jamais perderemos nosso valor perante o Universo. Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. Nada altera a nossa valia. - O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou que sabemos, mas pelo que Somos! Somos especiais! Você é especial! Jamais se esqueça disso!