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Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.
Para cada rei com sorte existe um bobo. Para cada bobo bem sucedido existe um rei. Um não existe sem o outro, cada um justifica o trabalho do outro. O bobo precisa do rei para ter o que conversar. O rei precisa do bobo para saber a verdade. Embora o bobo finja que viveria melhor sem o rei, secretamente sabe que não existiria sem ele. Embora o rei finja que aprecia o bobo, secretamente anseia viver sem ele... Esta pequena parábola descreve o panorama político e social no Brasil. Não conseguimos discernir o que pode nos prejudicar ou não! Não vim defender tese alguma, mas, francamente, o programa BBB e a internet, aliado às outras sorrateiras "normas" do governo, estão levando a população a achar que a exposição pública, até com as mais delicadas intimidades, nos levará apenas ao campo da fama. Há outras implicações! A primeira delas é a indução da coletividade para aceitar que tudo isso é normal. Estão espalhando milhares e milhares de câmeras pelo Brasil com a justificativa de que isso tem apenas o objetivo de dar maior segurança ao povo. Mas, será que é somente isto?
Paralelamente, o governo cria "leis" estranhas. Nem é preciso muito gasto para que o povo se convença a obedecer. Não afirmo que não sejam importantes! Todavia, as leis trazem na essência de suas redações não apenas a proibição; no fundo, exteriorizam um "controle" que lembra antigas doutrinas políticas que, assim, havemos de supor, podem estar, por enquanto, apenas fingindo-se de mortas. Nesta ótica estão as regras sobre consumo de fumo, de álcool e as que ditam a velocidade nas estradas, para ficarmos em alguns pequenos exemplos. Veja, o cidadão é impedido em algumas áreas e liberado em outras! A autoridade libera uma determinada velocidade numa estrada e, em outra, não. Será que isso é apenas uma questão de segurança? Será que o poder de frenagem dos automóveis é tão diferente assim? Que fique bem claro aqui que não há qualquer incentivo ao desrespeito. É apenas uma observação.
Desta forma, meditemos também na proposta de desarmamento da população. Partindo deste pressuposto, quando leis mais pesadas que visem a manutenção perpétua de governos tiranos no poder chegarem, a população já estará acostumada. Leis que poderão escravizá-la ainda mais com mais impostos pesados para sustentar o "rei" e sua corte de esbanjadores. De cabeça baixa, sem ter como reagir, desarmado materialmente e na alma, o cidadão passará à sua genuína condição de humildíssimo vassalo. E o que o Big Brother tem a ver com isso? Depois de 12 anos de insistência de um programa vazio, talvez seja essa sua verdadeira mensagem. Aceitar! Aceitar! Aceitar! Aceitemos câmeras em todos os lugares. Aceitemos nos expor intimamente pela internet! Aceitemos nos mostrar abertamente nos negócios. É isso! E lá, de Brasília, o pessoal "espiará" até a que horas nós usaremos o banheiro, tanto para fazer o número "um" como o "dois". Você poderia dizer que isso é impossível? Sem que você perceba, as redes de relacionamentos sociais já agrupam as pessoas pelas suas preferências. Basta ver a publicidade que aparece no MSN Messenger assim que você abre o computador. Pelo perfil que você traçou, sabem se você é protestante, católico, espírita, muçulmano; o governo já começou a se interessar até pela opção sexual dos funcionários públicos. Ah, e você nunca preencheu isso na internet? E numa agência bancária, numa loja da cidade ou para empresa de cartão de crédito? Não?
Muitas pessoas entram nas novas tecnologias, nos sites de relacionamentos, sem questionar absolutamente nada. Twitter, facebook, orkut, myspace, telefones celulares... Essas coisas não apenas expõe o que pensamos; quem são nossos amigos, parentes e nossas preferências, ojerizas e indignações. As redes sociais ainda se dão ao luxo de "noticiar ao mundo" em quais locais estamos e por quais vamos passar (!). O Big Brother tem fomentado constantemente essa exposição e cada cidadão está se achando um ator vaidoso. Além disso, outras coisas mais simples ajudam-nos a ser enganados! O controle do cidadão através da nota fiscal é outra bomba! De momento, estamos iludidos com a devolução de algumas moedas pelo governo. Se quem administra levou o que quis, o retorno do dinheiro é uma ilusão de ótica que nem percebemos.
O BBB nos direciona a continuar entrando num curral e a fechar o portão achando que somente os bobos são capazes destas coisas. Dêem mais uma espiadinha e vejam onde isso vai acabar...